segunda-feira, 9 de maio de 2016

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Projeto Biomas e Exército ampliam parceria no Cerrado

Cerrado, plantas nativas do cerrado, Projeto Biomas
Projeto Biomas e Exército ampliam parceria no Cerrado
  1. Brasília (05/05/2016) - O Coordenador do Projeto Biomas no Cerrado e pesquisador da Embrapa Cerrados, Felipe Ribeiro, reuniu-se na última segunda-feira, 2 de abril, com o 2º sargento do Núcleo de Base Administrativa e Campus de Instrução de Formosa (GO), Lucio Piau. No encontro, eles discutiram as ações que serão executadas na área de referência do Projeto Biomas no Cerrado, que pertence ao Exército brasileiro.

1) plantios de crescimento isolado de árvores (pomar educativo e sombra para estacionamentos);
2) coleta de sementes;
 3) plantios de recuperação/restauração; e
4) educação ambiental.
A área de referencia, localizada no Campus de Instrução de Formosa (GO), do Projeto Biomas é uma reserva onde estão preservadas as plantas nativas do Cerrado. “Como a área do exército é intocada, ela serve de referência física e biológica para os projetos de pesquisa implantados na área experimental do projeto biomas”, explica Felipe Ribeiro.
Na reunião, foram discutidas diferentes possibilidades da parceria. Foram definidas quatro ações:
Para dar início à primeira ação,  o componente Cerrado do Projeto Biomas compartilhou aproximadamente 200 mudas de espécies nativas, sendo várias delas produzidas a partir de sementes coletadas na própria área do Exército. Elas serão plantadas em alguns estacionamentos do Campo de Instrução dessa instituição.
As espécies selecionadas para iniciar o pomar educativo e sombra para estacionamentos foram as fruteiras buriti, gueroba, ingá-mirim, jaracatiá, curriola, marmelada-de-bezerro, guapeva, jussara, e as árvores guanandi, pau-pombo, paineira e os ipês-amarelo da mata, amarelo do Cerrado, amarelo-felpudo e branco.
Foi acordado ainda que as próximas ações aconteçam somente após a preparação de uma planilha com as atividades estratégicas comuns para a ampliação da parceria. Segundo o pesquisador Felipe Ribeiro a expectativa é que ainda este ano seja oferecido um curso de educação ambiental para que os membros daquela corporação possam no futuro coletar sementes e produzir mudas, fortalecendo assim os plantios experimentais que serão implantados na área do Campo de Instrução em parceria com o Projeto Biomas.
Sobre o Projeto Biomas
O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos.
Os estudos estão sendo desenvolvidos nos 6 biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.
O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto, John Deere e BNDES. No Cerrado, o Projeto Biomas é coordenado pela Embrapa Cerrados, com apoio da Embrapa Florestas, Emater/GO, Instituto Federal Goiano, Universidade de Brasília - UNB e Universidade Federal de Goiás - UFG.
Projeto Biomas
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

MS é 1º estado com mais apoio às mulheres vítimas de violência

Estado é o 9º com o maior número de feminicídios.
Casa da Mulher Brasileira integrou atendimento às vítimas.

Do G1 MS

Mato Grosso do Sul é o estado com maior número de atendimento às mulheres que foram vítimas de violência em 2014, segundo o “Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil”, divulgado nesta segunda-feira (9) pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
Foram registrados 37,4 atendimentos por 10 mil habitantes. Cerca de 15,8 mil mulheres foram agredidas em 2013 por pessoas conhecidas, como pai, mãe, filho (a), cônjuge, namorado (a), amigo (a) ou vizinho (a).
O estado é o 9º com maior número de feminicídios, assassinatos cometidos contra mulheres. Em sete anos, o número de mortes aumentou 36,4%. Mas o número de mulheres mortas em casos de violência doméstica vem apresentando uma pequena queda nos últimos anos: foram 78 em 2011, 77 em 2012 e 75 em 2013.
Em Campo Grande, a taxa de homicídios ficou abaixo da média nacional, de 5,5 por 100 mil habitantes. A taxa da capital sul-mato-grossense foi de 5 para 100 mil habitantes em 2013.
Já em relação ao interior do estado, Tacuru, cidade na região sul, tem a maior taxa de feminicídios. Para cada 10 mil habitantes, o município tem uma taxa de 24. Na sequência, vem Coronel Sapucaia, com 19,6; e Paranhos, com 16,2.
Quanto à cor da pele, o assassinato de mulheres brancas caiu 31,3%: de 32 em 2003, caiu para 22 em 2013. Por outro lado, a morte de mulheres negras aumentou 48,1% no mesmo período: de 27 em 2003 saltou para 40 em 2013.
Características
Em âmbito nacional, um dado importante do estudo é o local do homicídio: 27,1% deles acontecem no domicílio da vítima, indicando a alta domesticidade dos assassinatos de mulheres. Outros 31,2% acontecem em via pública, e 25,2%, em estabelecimento de saúde.
Maria da Penha em solenidade em Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena)Maria da Penha, que deu nome à lei contra
violência doméstica à mulher
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Casa da Mulher Brasileira
Para frear os índices de feminicídios e violência contra mulheres, o governo federal lançou em 2013 o programa “Mulher, Viver sem Violência”. Um dos eixos do programa é implementação da Casa da Mulher Brasileira, uma estrutura que integra atendimento às vítimas da violência, desde o apoio psicossocial até o cuidado com as crianças.
Campo Grande foi a primeira capital do Brasil a contar com a estrutura. A presidente Dilma Rousseff (PT) inaugurou o prédio em fevereiro de 2015. O evento teve a presença da farmacêutica Maria da Penha Fernandes, personalidade que se tornou símbolo do combate à violência contra a mulher.
A casa tem gestão compartilhada entre União, estado e município. A gestão administrativa ficou a cargo da prefeitura e o objetivo é combater a violência e fazer de Mato Grosso do Sul uma referência do enfrentamento à violência no país.
O local é um espaço onde as mulheres sul mato-grossenses poderão receber atendimento humanizado e integrado, da Polícia Civil através da Delegacia Especializada em Atendimento às Mulheres (Deam), Juizado Criminal, Defensoria Pública e Promotoria de Justiça.
A Casa da Mulher Brasileira fica na rua Brasília, no Jardim Imá, perto do Aeroporto Internacional de Campo Grande. No local também ainda funciona uma brinquedoteca, para onde serão levadas crianças filhas das vítimas da violência doméstica, durante o tempo em que estiverem recebendo atendimento.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Novo ministro da CGU diz que será implacável com a corrupção

O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, abraça o antecessor, Jorge Hage, em solenidade de transmissão de cargo no edifício-sede do órgão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, abraça o antecessor, Jorge Hage, em solenidade de transmissão de cargo no edifício-sede do órgão. (Foto: 

Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Moysés Simão, prometeu que o órgão será “implacável” no combate à corrupção. Ao receber ontem (2) o cargo do ex-ministro Jorge Hage, o novo chefe da CGU disse que “transparência” será a palavra de ordem do órgão responsável pela defesa do patrimônio público e pelo combate à corrupção.
“É tarefa da CGU ser implacável com aqueles que não andarem na linha. Se por um lado haverá a mão que orienta, por outro, haverá a mão que julga e pune com rigor os desvios. Como disse a presidenta Dilma [Rousseff] ontem, a corrupção deve ser extirpada da sociedade. Temos que punir, sem trégua, a corrupção, que rouba o poder legítimo do povo; a corrupção que ofende e humilha os trabalhadores, as empresas e os brasileiros honestos e de bem”, afirmou.
Simão disse que vai lutar pela regulamentação da Lei Anticorrupção (12.846/13) e espera fechar o projeto ainda em janeiro, para depois submetê-lo à presidenta Dilma. “A lei já é autoaplicável, o decreto é importante para as questões operacionais e para garantir simetria nos processos de responsabilização em cada um dos órgãos. São os últimos detalhes que estamos ajustando. É uma regulamentação complexa e tem muito a ver com a dosimetria das penas”, disse.
Ao comentar com jornalistas os casos de corrupção envolvendo a Petrobras, Simão defendeu a necessidade de órgãos e empresas dos setor público criarem estruturas de governança voltadas para a prevenção da prática. “É um trabalho de médio prazo, e eu tenho certeza que tem muito a se fazer do ponto de vista da governança e de ampliação do controle das empresas. Existem medidas no campo legal, mas também no campo operacional, medidas de controle, de investimento em estruturas e tecnologia, de troca de informações com a CGU e com os demais órgãos de controle que vão trazer mais transparência”, afirmou.
Ao tratar da possibilidade de restrição orçamentária, em razão das medidas de austeridade que o governo anunciou, Simão disse que pretende “fazer mais com menos”. “Nós vamos enfrentar um período de ajuste, e todo o governo tem que contribuir. Eu acredito que é possível evoluirmos e ter critérios de atuação que utilizem a tecnologia e facilitem nosso trabalho”, destacou Simão. Ele acrescentou que em hipótese alguma haverá retrocesso no alcance da atuação da CGU em 2015.
Tanto Simão quanto Hage citaram o Portal da Transparência como exemplo de uso das tecnologias de informação para auxiliar o controle das contas públicas. Simão, particularmente, disse que irá intensificar o uso das tecnologias de informação para incrementar a atuação da CGU. O novo ministro é auditor de carreira da Receita Federal e exercia, desde o início de fevereiro deste ano, o cargo de secretário executivo da Casa Civil.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Lista de animais ameaçados de extinção no Brasil e no mundo

(POSTADO PELO PROGRAMA DE DEFESA DAS ESPÉCIES EM  EXTINÇÃO DA FUNDAÇÃO PORTAL DO PANTANAL)

O IBGE lançou,  o Mapa de Fauna Ameaçada de Extinção – Mamíferos, Répteis e Anfíbios.
O lançamento dá início, segundo o instituto, às atividades da Semana do Meio Ambiente. As publicações podem ser compradas nas livrarias do IBGE e acessados na página do instituto, na área de Geociências, em “Recursos Naturais”.
Segundo afirmam técnicos do instituto no documento de divulgação, 69 espécies de mamíferos, 20 de répteis e 16 de anfíbios estão sob ameaça de extinção, de acordo com levantamento do Ibama, e o Mapa de Fauna Ameaçada de Extinção do IBGE mostra a distribuição geográfica por Estado desses animais, seus nomes científicos e populares e as categorias de ameaça em que se encontram: alta, média ou baixa.
O caso mais sério de todos, segundo o documento de divulgação, é o da Phrynomedusa fimbriata, popularmente conhecida apenas como perereca, que antes era encontrada em Paranapiacaba, subdistrito da cidade de Santo André, no ABC Paulista, região da Serra do Mar, e hoje já se encontra totalmente extinta.
Em 2006, o IBGE já havia lançado o mapa das aves ameaçadas. Ainda em 2007, deverá publicar outro, retratando ao todo 130 espécies e subespécies de insetos e demais invertebrados terrestres sob risco de extinção.
O  Livro Vermelho da Fauna Brasileira Animais Ameaçados de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente, atualizado em 2008,  constam 626 espécies de animais brasileiros que correm risco de sumir da natureza.

Confira a lista de  alguns animais ameaçados de extinção no Brasil e no mundo

No final da página veja  o link para as fotos
Mamíferos ameaçados .
Antílope-tibetano (Pantholops hodgsonii)
Elefante-indiano (Elephas maximus)
Elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis)
Elefante-da-savana (Loxodonta africana)
Baleia-azul (Balaenoptera musculus )
Chimpanzé (Pan troglodytes)
Gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla)
Gorila-do-oriente (Gorilla beringei)
Leopardo (Panthera pardus)
Lobo-vermelho (Canis rufus)
Morcego-cinza (Myotis grisescens)
Muriqui (Brachyteles arachnoides)
Orangotango (Pongo pygmaeus e Pongo abelii)
Panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca)
Peixe-boi (Trichechus manatus)
Rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)
Tigre (Panthera tigris)
Onça-Pintada
Urso-polar (Ursus maritimus)
Veado (Elaphurus davidianus)

Aves ameaçadas
Arara-azul-de-lear
Arara-azul-grande
Arara-azul-pequena
Ararinha-azul
Araracanga ou Arara-piranga
Arara-de-barriga-amarela
Arara-vermelha
Bacurau-de-rabo-branco
Bicudo-verdadeiro
Cardeal-da-amazônia
Maracanã
Papagaio
Rolinha
Tucano-de-bico-preto

Répteis ameaçados
Tartaruga-marinha
Tartaruga-de-couro
Dragão-de-komodo
Jacaré-de-papo-amarelo

Anfíbios ameaçados
Peixes ameaçados
Tubarão-baleia (Rhincodon typus)

Crustáceos ameaçados
Caranguejo-amarelo (Gecarcinus lagostoma)

Artrópodes ameaçados
Borboleta-da-restinga (Parides ascanius)

Plantas ameaçadas
Pau-brasil
Pau-de-cabinda
Jacarandá
Andiroba
Cedro
Mógno
Pau-Rosa

 
Mamíferos Aves Répteis Plantas
Antílope-tibetano
Cachorro-vinagre
Cervo-do-pantanal
Elefante-indiano
Elefante-da-floresta
Elefante-da-savana
Baleia-azul
Chimpanzé
Gato do mato
Gato palheiro
Gorila-do-ocidente
Gorila-do-oriente
Jaguatirica
Leopardo
Lobo-vermelho
Morcego-cinza
Onça-parda
Onça-pintada
Orangotango
Panda-gigante
Peixe-boi
Tigre
Urso-polar
Veado
Abutre das montanhas
Arara-azul-de-lear
Arara-azul-grande
Arara-azul-pequena
Ararinha-azul
Araracanga ou Arara-piranga
Arara-de-barriga-amarela
Arara-vermelha
Bacurau-de-rabo-branco
Bicudo-verdadeiro
Cardeal-da-amazônia
Cegonha preta
Galo da serra
Gaivota de rabo preto
Gavião real
Grifo
Maracanã
Pato mergulhão
Papagaio Pica-pau de coleira
Pintor Verdadeiro
Rolinha
Tucano-de-bico-preto
Cágado de Hoge
Camaleãozinho
Cobra lisa européia
Cobra de vidro
Tartaruga de couro
Tartaruga-marinha
Tartaruga meio-pente
Tartaruga oliva
Tartaruga-de-couro
Dragão-de-komodo
Jararaca de alcatrazes
Jacaré-de-papo-amarelo
Lagartixa da areia
Lagartixa da montanha
Víbora cornuda
Andiroba
Cedro
Jacarandá
Mógno
Pau-brasil
Pau-de-cabinda
Pau-Rosa
Fonte:www.todabiologia.com/ecologia/extinçao_animais_plantas.htm
Para acessar as fotos dos animais   CLIQUE AQUI
Obs:  Clicando na imagem do animal ela aumenta de tamanho. No final da página clique  em “Proxima página” e acesse novas fotos.

475 Respostas to “Lista de animais ameaçados de extinção no Brasil e no mundo”

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014


MIRO TEIXEIRA CONCORRERÁ AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O PROS e o PSB se acertaram no Rio. O deputado Miro Teixeira concorrerá ao governo e Romário ao Senado. (Panorama Político - 13-02-2014 (O Globo - Ilimar Franco)

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Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio
 

Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio

12 de fevereiro de 2014 19:00 por: Categoria: Anna RamalhoPolítica 
O deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) tem conversado com a ex-senadoraMarina Silva para ser o candidato do PSB/Rede no Rio de Janeiro e, assim, dar palanque a Eduardo Campos no estado. A avaliação dos envolvidos nas negociações – além do PSB e do PROS, o PPS também integraria a chapa – é que o apoio de Marina, muito bem votada em 2010 pelos fluminenses, poderia desequilibrar a balança e viabilizar Miro.


TERÇA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2014

 
   MIRO TEIXEIRA NO FACEBOOK     


Miro Teixeira é o pré-candidato a Governado do RJ, apoiado por Marina Silva que obteve 2.693.130 de votos no Estado, quase 1/3 (31,52%). Ainda poderá receber, também, apoio do PSB, partido do Governador Eduardo Campos, seu provável companheiro de chapa, ao qual ela também esta filiada, cuja sinergia, certamente, potencializará seu desempenho eleitoral em terras fluminenses.



 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PT 'lança' Dilma e contempla obstáculos políticos à reeleição


  •  
O Partido dos Trabalhadores (PT) aproveita sua festa de 34 anos nesta segunda-feira em São Paulo para lançar informalmente a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. A oposição também se articula para a disputa de 5 de outubro - em um momento em que os resultados das urnas parecem mais incertos do que no ano passado.
Dilma, que deve ser oficializada como candidata após a convenção do partido, ainda é a favorita para vencer a eleição. Segundo a última pesquisa Datafolha, de 30 de novembro, a presidente tem 47% das intenções de voto e venceria na maioria dos cenários já no primeiro turno.
Mas, se a alta popularidade da presidente até os protestos de junho do ano passado fazia os petistas sonharem com uma vitória fácil, a crise de relacionamento com o PMDB, a saída do PSB da base governista e os riscos de mais manifestações durante a Copa complicaram os planos do partido para as eleições.
Por sua vez, a oposição ganhou munição com as dificuldades econômicas - com o governo sendo criticado pela baixa taxa de crescimento do PIB e pelos gastos elevados -, o recente apagão que afetou 6 milhões de pessoas em 11 Estados e a prisão de líderes históricos envolvidos no escândalo do Mensalão.
"O PT é hoje um partido com 12 anos no governo, desgastado pelo exercício do poder. Estar no governo tem custos. O PT cometeu muitos erros e, como qualquer partido no governo, tomou muitas medidas impopulares", comenta o cientista política Octavio Amorim Neto, da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.
"Estar tanto tempo no governo tem seus custos, mas também tem benefícios", diz Amorim Neto. "A presidente tem exposição frequente nos meios de comunicação, tem a máquina. É uma enorme vantagem", diz.
Um dos homens fortes do governo Dilma, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu em dezembro, no entanto, que eleição deve ser "dificílima". "Eu não tenho expectativa, não (de vitória no primeiro turno). Eu acho que vai ser uma eleição muito dura", disse.
PMDB
Desde o retorno à democracia, em 1985, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) teve assento em todos os governos, de José Sarney a Dilma Rousseff. Sigla com a presença no maior número de municípios no país, o partido joga com seu peso para manter espaço na Esplanada dos Ministérios, com impacto direto nas coligações do PT nos Estados.
"A relação PT-PMDB nunca esteve tão abalada", diz a cientista política Maria Teresa Kerbauy, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara.
"Pode ser que seja jogo de cena, já que o PMDB é um partido voraz e quer aumentar espaço no governo na atual reforma ministerial. Mas isso afeta a eleição", diz. Lideranças peemedebistas já deixaram claro que querem mais um ministério.
O Palácio do Jaburu, às margens do Lago Paranoá em Brasília, tornou-se o centro das queixas do partido. A residência do vice-presidente Michel Temer (PMDB) tem sido endereço constante das reuniões da sigla, que ainda tem o comando da Câmara, com Henrique Alves, e do Senado, com Renan Calheiros.
Mas se o partido deve manter a aliança com o PT nas eleições em nível federal, o mesmo não se pode dizer das eleições para governador.
O Rio de Janeiro é o caso mais emblemático. Por lá, o casamento PT-PMDB chegou ao fim após os petistas lançarem Lindberg Farias ao Palácio Guanabara, contra a vontade do governador Sérgio Cabral (PMDB), que prefere ser sucedido por seu vice, Luiz Fernando Pezão.
Analistas já não esperam Cabral trabalhando com entusiasmo para reeleger Dilma no terceiro maior colégio eleitoral do país. Ainda há problemas em outros Estados como na Bahia, onde Geddel Vieira Lima (PMDB) deve se lançar candidato à revelia do atual governador Jaques Wagner (PT).
Em São Paulo, o PMDB pode lançar um candidato próprio, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, enquanto o PT já aposta no ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"A relação entre PMDB e PT pode piorar no (eventual) segundo mandato de Dilma. Se o PT eleger menos governadores e se o PMDB eleger uma maior bancada, o PT vai ficar devedor do PMDB", diz Kerbauy.
PSB
O anúncio-surpresa, em outubro, de uma aliança entre a ex-senadora Marina Silva (movimento Rede Sustentabilidade) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), trouxe um elemento novo às eleições de 2014.
A aliança ameaça a já tradicional dicotomia entre PT e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que desde 2002 se rivalizam no plano nacional.
Campos ainda tem menos intenções de voto do que Aécio Neves (PSDB) - 11% e 19%, respectivamente, na última pesquisa Datafolha. Mas o apoio de Marina Silva, que obteve quase 20 milhões de votos e terminou em terceiro lugar na eleição presidencial de 2010, pode embolar a corrida ao Planalto.
"Eu acho que o PSB preocupa principalmente o PT. É com o PT que o PSB vai dividir votos em São Paulo e também no nordeste, base de Eduardo Campos", diz Kerbauy. Ela ressalta o potencial do partido, mas lembra que o PSB ainda não é uma sigla com abrangência nacional.
PSDB
Já no campo tucano, além do PSB e do favoritismo de Dilma, há outras preocupações.
"Ouvi que o (ex-presidente) Fernando Henrique está bastante preocupado com a candidatura do Aécio. Em três anos no Senado, ele não falou nada de peso. Não deu nenhuma grande diretriz", diz o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
Amorim Neto, da FGB-Rio afirma que a oposição, tanto PSB quanto PSDB, tem "problemas de credibilidade".
"Aécio é sem dúvidas um líder da oposição. Mas desde que assumiu cadeira no Senado ele exerce oposição moderada. É dele a frase 'não se bate em governo popular'. Somado a todos os erros do PSDB, isso enfraquece muito a credibilidade do Aécio como real alternativa de poder", diz.
Para os três analistas ouvidos pela BBC Brasil, a batalha mais importante do tucanato será travada em São Paulo, onde o PT joga todas as fichas na campanha de Padilha contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição.
Se o PSDB perder a eleição presidencial, mas conseguir manter o governo de São Paulo, Estado que governa há 20 anos, essa será uma "grande" perda. Mas se os tucanos perderem o comando do maior colégio eleitoral do país, o consenso é que será uma perda "trágica", dizem os analistas.
David Fleischer aposta, no entanto, em outro elemento que pode desempenhar um papel crucial na campanha e invalidar as previsões dos analistas.
"A grande explosão pode ocorrer na Copa. Certamente vamos ter grandes manifestações e esse será o grande assunto das eleições", diz.