quarta-feira, 4 de abril de 2012

Professores da rede pública estão em greve em 5 capitais, no Piauí e no DF (Postado por Lucas Pinheiro)

Os professores da rede pública de Teresina, Belo Horizonte, São Paulo, Natal e São Luís estão em greve para reivindicar, entre outras coisas, a garantia do reajuste de 22,22% do piso salarial nacional (que chega a R$ 1.451,00), estipulado pelo Ministério da Educação (MEC) em 27 de fevereiro deste ano. A categoria também está parada no Piauí. No Distrito Federal, professor recebe acima do piso nacional, mas permanece pedindo reajuste salarial.

O valor é para remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão do MEC é retroativa para 1º de janeiro deste ano. A aplicação do piso é obrigatória para estados e municípios de acordo com a lei federal número 11.738, de 16 de junho de 2008. As administrações estaduais e municipais podem usar recursos federais para complementar a folha de pagamento, mas desde 2008 nenhum deles comprovou falta de verbas para esse fim.

Em São Paulo
A Secretaria da Educação da cidade de São Paulo divulgou na noite desta segunda-feira (2) que a adesão à greve na rede municipal de ensino atingiu apenas 10% das unidades. A estimativa é bastante diferente da do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), segundo o qual pararam 60% dos funcionários - o que inclui professores, gestores e quadro de apoio.

A paralisação deve durar até esta quarta-feira (4), segundo o sindicato, que convocou uma assembleia para a mesma data, quando será votada a retomada das atividades. A categoria reivindica a antecipação da aplicação dos índices de reajustes previstos para 2013 (10,19%) e 2014 (13,43%). Outro objetivo é pressionar para que a Prefeitura garanta aos funcionários dos Ceis, que cuidam de crianças de 0 a 3 anos, direito às férias em janeiro e aos recessos escolares.

Minas Gerais
Em Belo Horizonte, educadores infantis das Unidades Municipais de Educação estão em greve desde 14 de março deste ano, quando foi iniciada a paralisação nacional de professores pela defesa do piso salarial. Em 19 de março, a categoria anunciou que a greve seria mantida.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH), os educadores reivindicam equiparação da carreira à de professor da rede municipal, com todas as garantias e benefícios recebidos pelos colegas. O educador infantil recebe R$ 1.030,35, já o professor ganha R$ 1.676,03 pela carga horária semana mínima de 22 horas e 30 minutos.

Em nota, a prefeitura de BH informou que cumpre na íntegra a Lei do Piso Salarial Nacional e que encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que propõe transformar o cargo de educador infantil em professor da educação infantil. Entretanto, o Sindrede-BH alega que tal proposta não atende à solicitação dos educadores. De acordo com a administração municipal, não é possível igualar os salários por se tratar de dois cargos de natureza diferente. O cargo de educador infantil exige o magistério e o de professor exige curso superior.

Distrito Federal
Os professores decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 12 de março durante assembleia realizada na manhã desta terça-feira (3) na Praça do Buriti, no Distrito Federal. O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) informou que vai se reunir com representantes do GDF para dar continuidade nas negociações para o fim da greve.

A categoria pede aumento salarial para 2013 e 2014. O Sinpro alega que o reajuste concedido em 2011, de 13,83%, equivale ao crescimento do repasse do Fundo Constitucional do DF. A categoria também pede a implantação do plano de saúde para os servidores e a convocação dos docentes aprovados em concurso, além da reestruturação do plano de carreira com isonomia salarial em relação aos demais cargos distritais de ensino superior.

O GDF alega não ter como reajustar salários sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo diz ainda ter reajustado o auxílio-alimentação em 55%, elevando o valor para R$ 307.

No DF, um professor apenas com graduação tem remuneração inicial de R$ 3.069,08 por 40 horas semanais, somado o salário-base a gratificações. Se estiver no regime de dedicação exclusiva, o salário inicial, com as gratificações, é de R$ 4.226,47. Se o professor tiver mestrado, a remuneração sobe para R$ 3.572,60 (R$ 4.923,65 em dedicação exclusiva). Com doutorado, o professor ganha R$ 3.732,27 de salário inicial (R$ 5.144,73 em dedicação exclusiva). Os dados se referem ao início de carreira.

Maranhão
Os professores estão em greve em São Luís desde 31 de janeiro deste ano. A categoria reivindica reajuste do piso salarial em 22,22%; acréscimo de 1/3 de hora-atividade (permanência em salas de aula) e o fim da terceirização de serviços. Até o momento os professores não receberam nenhuma proposta da administração municipal. No dia em que receberiam, o prefeito de São Luís, João Castelo, adoeceu.

Situação normal no Rio de Janeiro
Os professores do Rio de Janeiro e da capital não estão em greve. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) informou que houve paralisação de 24 horas dos professores nos dias 28 de fevereiro, 14 de março e 28 de março, no Rio de Janeiro. Ainda de acordo com o sindicato, há uma nova data marcada para paralisação em 19 de abril.

Procurada pelo G1, a Secretaria estadual de Educação informou que, no dia 28 de fevereiro, pararam apenas 179 professores. No dia 14 de março, apenas 193. E no dia 28 de março, somente 186 - o que representa cerca de 0,2% de um total de 78 mil profissionais.

Ainda de acordo com o sindicato, eles reivindicam reajuste salarial de 36%, incorporação da nova escola na totalidade, enquadramento por formação no plano de cargo por salários dos funcionários.

Segundo a secretaria estadual, o governador Sérgio Cabral e o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, decidiram, no dia 26 de março, antecipar as parcelas restantes do programa Nova Escola. O reajuste será de 14,11%. Os novos vencimentos valem a partir de 1º de maio.

Já na rede municipal, segundo o Sepe-RJ, houve paralisação somente no dia 14 de março. A reivindicação é de um plano de carreira e recomposição inflacionária. Também procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Educação informou que a recomposição acontece anualmente no mês de junho. Os cálculos são feitos pela Secretaria Municipal de Fazenda.

A SME esclarece ainda que na última paralisação, realizada no dia 14 de março, somente 2% dos professores e 4% do pessoal de apoio, no primeiro turno; e 1,4% dos professores e 0,7% do pessoal de apoio, no segundo turno, aderiram à greve.

Negociações pelo país
Em Natal, os professores entraram em greve na sexta-feira (30). Sindicato pede correção salarial de 22,22%. Prefeitura oferece 10% de reajuste. Em Goiás, os professores da rede estadual de ensino ficaram em greve por 51 dias, que foi encerrada em 27 de março.

No Piauí, o governo estadual garantiu o piso salarial de R$ 1.451 a partir de maio, retroativo a janeiro. Os professores estaduais estão paralisados desde 27 de fevereiro. O estado informou ter contratado 506 professores que passaram no último concurso.

Em Teresina, professores de 60 das 302 instituições de ensino estão em greve desde 6 de fevereiro deste ano. O sindicato da categoria reivindica um reajuste de 65,9% para o magistério em relação ao cumprimento da Lei Federal 11.738; redução dos horários pedagógicos; concessão do auxílio transporte para todos os servidores efetivos da administração direta e indireta que fizerem jus a esse direito.

A prefeitura municipal ofereceu, entre outras propostas, reajuste linear de 6,22%, com mais 12% nas gratificações GID, GIO e GEZOR e 39,1% na GIT. A administração municipal garantiu o valor do piso nacional e gratificações. A prefeitura elabora um estudo sobre horário pedagógico até julho. O governo de Teresina ampliou o percentual de incentivo à titulação dos especialistas de 7,5% para 10% e dos mestres de 15% para 18%, além de garantir a convocação dos aprovados no último concurso público até outubro de 2012.

Em Rondônia, os professores da rede estadual fizeram greve de 23 de fevereiro a 19 de março deste ano. O governo manteve o reajuste salarial de 6,5%, aumento de 40% nas gratificações dos servidores, readequação do salário de 860 professores nível I ao novo piso nacional de R$ 1.451,18 (aumento de 22,22%), com data retroativa a 1º de janeiro.

Com relação aos professores da rede municipal de ensino de Curitiba, a Câmara de Vereadores aprovou em primeira discussão, nesta segunda-feira, um reajuste de 8,09%. O Sindicato dos Servidores do Magistério de Curitiba (Sismmac), informou que está satisfeito com o reajuste. A categoria chegou a fazer uma greve em 14 de março e voltou ao trabalho em 16 de março.

Em Salvador, a Câmara Municipal aprovou, nesta segunda-feira, o Projeto de Lei enviado pelo prefeito João Henrique, que concede reajustes de salários para os professores, em índices de 22% a 54%. Os reajustes entram em vigor a partir de 1º de maio. A exceção é para os professores do chamado quadro suplementar (que não têm nível superior). Nesse caso, o reajuste, de 22% será concedido retroativo a 1º de janeiro. Os professores do estado e da capital não estão em greve.

Em Pernambuco, as aulas da rede estadual e municipal de ensino foram retomadas em 19 de março. A paralisação durou de 14 a 16 de março. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), com as atividades escolares normalizadas, será iniciada uma nova tentativa de diálogo com o governo.

Em Santa Catarina, a Coordenadoria Executiva de Negociação e Relações do Estado (Coner) se reuniu, nesta segunda-feira (2), com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado (Sinte-SC).  A proposta do governo foi de reajuste de 22,22% em três parcelas. Este ano, todos os professores já receberam aumento de 4%, na folha de pagamento de janeiro, e receberão outros 4% em maio. Os 14,22% restantes serão concedidos em 2013 e 2014. A categoria, que não está em greve, negou a proposta.

Estado de greve
Apesar de não ter greve no Rio Grande do Sul, a categoria está em "estado de greve" desde 2 de março. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato) aderiu à paralisação nacional nos dias 14, 15 e 16 de março.

A reivindicação é pelo pagamento do piso nacional, de R$ 1.451 para professores de nível médio por 40 horas semanais. Porém, eles já afirmaram que aceitam o aumento de 23,5% oferecido pelo governo até 2014, mas em parcela única. Com isso, o valor do piso estadual fica em R$ 1.260, abaixo do piso nacional. A proposta votada e aprovada na  Assembleia Legislativa em 20 de março. O reajuste foi parcelado em três vezes: 9,84% concedidos em maio de 2012, 6,08% em novembro e 6% em fevereiro de 2013.

Os professores em Porto Alegre não estão em greve. A princípio não há divergências quanto ao salário. No dia 11 de abril, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) devem fazer uma reunião anual para analisar os números.

* Colaboraram: G1 em SP, MG, DF, PE, GO, RS, MA, BA, PR e RJ.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalhadores encerram greve nas usinas de RO, diz sindicato (Postado por Lucas Pinheiro)

Os trabalhadores das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira, aprovaram o fim da greve nos dois canteiros na manhã desta segunda-feira (2), informou o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero).

Raimundo Enelson, representante do Sticcero, disse ao G1 que "o sindicato está satisfeito com a decisão". Segundo a entidade, os trabalhadores aceitaram o acordo negociado na última sexta-feira (30) com as empresas que garante reajuste de 7% para os trabalhadores que ganham até R$ 1,5 mil por mês e de 5% para quem ganha mais do que isso.

O movimento havia sido iniciado no começo do mês passado e chegou a fazer com que o governo deixasse a Força Nacional de Segurança de prontidão para prevenir tumultos como os do ano passado, quando alojamentos foram queimados no canteiro de Jirau.

As duas usinas estão entre os principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Santo Antônio terá potência total de 3.150 megawatts (MW) e Jirau, de 3.750 MW.

Paralisação
Em Jirau, a parada começou com a manifestação de alguns trabalhadores de uma empresa contratada que pediam aumento de salários e outros nove itens, entre eles cinco dias de folga a cada 70 dias trabalhados (atualmente, a folga é a cada 90 dias corridos de trabalho), aumento do valor da cesta básica de R$ 170 para R$ 350, plano de saúde gratuito extensivo a familiares, aumento de periculosidade e insalubridade e disponibilidade de um médico ginecologista no posto de saúde do canteiro de obras.

A parada das atividades principais nos canteiros foi recomendada pelos consórcios responsáveis pelas obras civis das usinas, lideradas por Camargo Corrêa no caso de Jirau e Odebrecht em Santo Antônio, para garantir a segurança dos trabalhadores, segundo as empresas.

No dia 22 de março, a Justiça do Trabalho declarou abusiva e ilegal a greve nas obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, e determinou o retorno imediado dos operários ao trabalho, sob pena de multa de R$ 200 mil contra o Sticcero. A greve em Jirau também já tinha sido declarada ilegal uma semana antes.

sábado, 31 de março de 2012

Ônibus voltam a circular em Niterói, diz presidente de sindicato (Postado por Lucas Pinheiro)

A circulação de ônibus em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, está praticamente normalizada na manhã deste sábado (31), apesar de os rodoviários terem decidido manter a greve iniciada na quinta-feira (29). Eles reivindicam 16% de reajuste no salário base e o aumento na cesta básica.

A informação é do próprio presidente do Sindicato dos Rodoviários de Niterói e Região, Joaquim Soares, que disse que a decisão pela manutenção da greve foi tomada em assembleia em que os rodoviários não estavam plenamente representados.

"A diretoria do sindicato tem que aceitar a decisão da assembleia, mas foram falsos rodoviários que decidiram continuar a greve, pois houve infiltração de pessoas que não representam os interesses da categoria e só querem baderna", explicou ele.

Na sexta (30), a reunião conciliatória do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre o Sindicato dos Rodoviários de Niterói e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj) terminou sem acordo. Com isso, a greve foi mantida  em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá.

Já na Baixada Fluminense, a paralisação foi suspensa após assembleia realizada pelo Sindicato de Trabalhadores do Transporte Rodoviários de Nova Iguaçu. A medida vale para os municípios de São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita e Nova Iguaçu.

Na sexta-feira (30), os trabalhadores que dependiam de ônibus para voltar para casa tiveram que encarar longas filas no Terminal de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Poucos ônibus eram vistos nas paradas e muitas pessoas reclamavam da demora.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Rodoviários de mais 15 cidades do RJ entram em greve, diz sindicato (Postado por Lucas Pinheiro)

O sindicato que representa os rodoviários de 15 municípios da Baixada Fluminense, do Centro-Sul Fluminense e outras cidades do interior do Rio decidiu entrar em greve a zero hora desta sexta-feira (30). A paralisação pode deixar cerca de 2,4 milhões pessoas sem ônibus. As informações foram confirmadas pelo presidente do Sindicato de Trabalhadores do Transporte Rodoviários de Nova Iguaçu, Joaquim Graciano da Silva (STTRNI). Com a adesão desta sexta, chegaria a 20 o número de cidades atingidas pela greve no estado do Rio.

Até as 8h50, o sindicato confirmou a adesão de pelo menos cinco cidades na greve - Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Mesquita e Nilópolis. Sobre os outros municípios, o presidente do sindicato esclareceu que ainda não há o balanço da adesão. São eles: Paracambi, Miguel Pereira, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Rio das Flores, Vassouras, Itaguaí, Paty do Alferes, Seropédica e Mangaratiba.

Entre as reivindicações da classe estão o reajuste de 16% no salário base e o aumento na cesta básica. Ao todo, 5 mil trabalhadores são filiados ao STTRNI.

PM reforça policiamento
Mesmo sem estar entre os municípios que aderiram greve, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento nos terminais rodoviários e estações de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. As informações são do 15º BPM (Duque de Caxias).

Em Nova Iguaçu, o clima é tenso no terminal rodoviário da cidade. A rodoviária está cheia e há muitos grevistas no local. Por causa da grande movimentação, dois ônibus chegaram a bater em uma das vias no interior do terminal. Não há informações sobre feridos. Policiais do 20º BPM (Mesquita) estão no local.

Circulação
Por determinação judicial, as empresas de ônibus são obrigadas a circular com pelo menos 40% da frota durante a greve, e 70% nos horários de maior movimento.

Na quinta-feira (29), rodoviários de outras cinco cidades da Região Metropolitana do Rio já tinham entrado em greve. Foi um dia de muito transtorno para os cerca de 1,5 milhão de moradores de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá. E com a adesão dos rodoviários em outros quinze municípios, a sexta feira promete ser ainda mais complicada para quem depende dos ônibus.

Serviços
Por causa da greve dos rodoviários na Baixada, a SuperVia informou que colocou viagens extras no ramal Japeri, em Nova Iguaçu e Queimados, e no ramal Belford Roxo. A concessionária informou ainda que acompanha o movimento de passageiros e, dependendo da demanda, a empresa pode aumentar o número de composições disponíveis.

Já o Metrô Rio informou que monitora o fluxo de usuários para avaliar a necessidade de aumentar o efetivo de funcionários nas estações.

Transtornos na volta para casa
Na noite de quinta, moradores das cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Tanguá e Itaboraí, na Região Metropolitana, tiveram problemas para voltar para casa de ônibus. Havia poucos ônibus circulando pelas cidades, com grande espera para quem depende do transporte coletivo. Vias como a Niterói-Manilha tiveram grande movimentação de veículos, com pontos de retenção no fim do dia.

Quem precisava ir para São Gonçalo, por exemplo, encontrou grandes filas nos terminais e esperas de cerca de 40 minutos entre um veículo e outro.

Há quase uma hora que eu estou no ponto. Esperando van, porque não tem ônibus”, afirmou uma mulher que tentava voltar para casa, no fim da tarde de quinta-feira, ao RJTV.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Funcionários da Ceagesp fecham portões e boxes em protesto (Postado por Lucas Pinheiro)

Funcionários da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) voltaram a fazer uma manifestação na manhã desta quinta-feira (28) contra a cobrança de uma taxa para a permanência de caminhões. Pouco antes das 8h, manifestantes forçaram o fechamento de portões e boxes, causando confusão dentro do entreposto.

Segundo a assessoria da Ceagesp, o portão 3 foi fechado, e os caminhões eram impedidos de entrar. A Polícia Militar estava no local. Mercadorias e boxes foram danificados pelo grupo. Por volta das 9h, o protesto prosseguia, com os portões da Ceagesp fechados e os manifestantes concentrados.

Os manifestantes são donos de bancas, carregadores e caminhoneiros que trabalham no entreposto. Pouco depois das 8h, um grupo menor de manifestantes tentou interditar a pista local da Marginal Pinheiros. Entretanto, eles ficaram menos de um minuto na pista e logo voltaram para o entreposto.

Este é o segundo dia de protestos contra a cobrança. O valor da taxa para permanência no pátio ainda não começou a ser cobrado nem foi definido - uma licitação está em andamento. A cobrança faz parte de um projeto de controle de circulação no entreposto, que também prevê a instalação de câmeras de monitoramento. As medidas visam também ajudar o Ministério Público a investigar a existência de prostituição infantil e outros crimes dentro da Ceagesp.

Os manifestantes dizem concordar com as medidas de segurança, mas não com a taxa – eles alegam já pagar outros valores, e dizem que se houver mais uma cobrança ela será repassada para o valor dos produtos.

Ainda segundo a assessoria da Ceagesp, o sindicato que representa os trabalhadores iria se reunir nesta quinta para apresentar uma proposta concreta com sugestões para eventuais mudanças.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Protesto de metalúrgicos do ABC ocupa Via Anchieta (Postado por Lucas Pinheiro)

Os metalúrgicos do ABC que participavam de um protesto em São Bernardo do Campo na manhã desta quarta-feira (21) entraram na Via Anchieta - que liga São Paulo ao litoral -  por volta das 9h30. Segundo a Polícia Militar, 4,5 mil pessoas participam do protesto. Elas protestam contra a cobrança do imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) pagos pelas montadoras e demais empresas do setor.

No horário, o trânsito era desviado da pista local para a expressa no sentido litoral. O bloqueio vai do km 13 ao km 18. Segundo a concessionária Ecovias, o tráfego flui bem pela pista central.

Os metalúrgicos deixaram a Mercedes-Benz e caminharam pela Avenida 31 de Março. Um dos sentidos da Avenida 31 de Março foi completamente interditado. Os manifestantes seguiram até a Ford, na Avenida Taboão. Eles deverão caminhar a partir do km 13 da Via Anchieta (pista sentido litoral).

A recomendação da Ecovias é que os motoristas evitem a região entre 9h e 11h desta quarta-feira.

Por volta das 9h45, os manifestantes estavam parados na altura do km 13. Segundo o tenente coronel José Delantoni , comandante do 6º Batalhão de São Bernardo do Campo, 170 policiais acompanham a manifestação, que deverá se encerrar entre 11h e 11h30. A expectativa da PM é que o protesto reúna até 10 mil pessoas e que às 12h a Via Anchieta já esteja liberada.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Paralisação nas escolas públicas atinge 23 estados e o DF, diz CNTE (Postado por Lucas Pinheiro)

A paralisação de professores das redes públicas estadual e municipal de todo o país atingiu 24 unidades da federação nesta quarta-feira (14). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a mobilização vai até a sexta-feira (16) e tem como objetivo exigir que os governos cumpram a lei que instituiu o piso salarial nacional para a categoria em R$ 1.451,00 para docentes em início de carreira e com carga horária de 40 horas semanais.

Segundo a CNTE, 23 estados e o Distrito Federal concordaram em suspender as aulas durante a paralisação. Os três estados que não foram afetados pelo movimento nesta quarta-feira são Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Secretarias de governos estaduais e municipais afirmam que estão em negociação com os representantes dos docentes e buscam medidas para adequar o pagamento ao novo piso nacional do magistério.

Veja a situação em cada estado:

Acre
No Acre, a paralisação é parcial, e as aulas serão suspensas apenas na sexta-feira (16), segundo informações da CNTE.

Alagoas
O ano letivo deveria ter começado na segunda-feira (12), mas o início das aulas foi adiado pela Secretaria de Estado da Educação por causa da paralisação dos professores. Segundo o governo, seria ruim para os estudantes iniciar as aulas e dias depois paralisá-las durante três dias. Ainda de acordo com a secretaria, os 200 dias de aulas exigidos pela lei serão concluídos e não haverá prejuízo aos alunos. Sobre o pagamento do novo piso salarial, o governo informou que neste momento faz um estudo financeiro para avaliar a possibilidade de ele ser pago.

Amapá
Segundo informações do governo, cerca de 40% das escolas do estado (no total são 423 unidades) aderiram ao movimento. A meta, de acordo com a Secretaria da Educação, é que os professores do estado recebam o novo piso salarial a partir do dia 1º de abril. Categoria e sindicato estão em negociação.

Amazonas
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o movimento não deve paralisar as escolas da rede estadual no Amazonas, devido ao reajuste salarial decretado pelo Governo na segunda-feira (12). Atualmente, os professores do estado recebem R$ 1.905, valor acima do piso salarial nacional, estabelecido em R$ 1.451. O salário no Amazonas, segundo a Seduc, é o 3º maior do país. Já a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que os educadores contratados pelo município, que trabalham em regime de 40 horas, dentro de sala de aula, recebem R$ 2.264, e mais R$ 300 de auxílio-alimentação. Os professores que atuam fora da sala de aula têm salário de R$ 2.058, também acrescidos de R$ 300 de alimentação.

Bahia
Os professores das redes municipal e estadual da Bahia aderiram à movimentação nacional e suspenderam as aulas nesta quarta. A rede estadual de ensino tem 1.476 escolas, sendo que a maioria está sem aulas, embora mantenha o funcionamento administrativo, informou a assessoria da Secretaria Estadual de Educação. O governo da Bahia afirmou, em nota, que 5.210 professores da rede estadual têm nível médio e não recebem o piso salarial definido pelo MEC, e que está concluindo os estudos técnicos para aplicação do reajuste necessário ao cumprimento da lei. Em Salvador, as 426 escolas municipais estão sem aulas, de acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Educação.

Ceará
De acordo com o sindicato dos professores e servidores (Apeoc), as paralisações estão sendo feitas por etapas de acordo com as regiões do estado. Nesta quarta-feira (14), os professores pararam na região norte do estado, onde se concentraram no município de Sobral, segundo o Apeoc. Nesta quinta-feira (15), a paralisação se concentra na região do Cariri, Sul do Ceará. Na sexta-feira (16), a concentração será em Fortaleza e região metropolitana. Segundo o sindicato, o salário inicial para professores graduados é de R$ 1.528,28, quarta pior remuneração proporcional do país, de acordo com a categoria. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), a manifestação dos professores é nacional e em Fortaleza as aulas estão ocorrendo normalmente.

A Secretaria de Educação do Estado (Seduc) informou, por meio de nota, que o governo do Ceará vem atendendo à determinação legal em relação à lei do piso do magistério. A Seduc disse que o projeto de lei, em fase de elaboração, terá os ajustes necessários para que nenhum professor da rede estadual (ativo, aposentado, contrato temporário) receba abaixo do piso salarial nacional conforme valor vigente a partir de 2012. Ainda de acordo com a secretaria, o governo firmou compromisso na lei estadual nº15.064, de 13 de dezembro de 2011, que garante a aplicação, respectivamente, de 77% em 2012 e de 80%, nos anos de 2013 e 2014, das receitas orçamentárias do Fundeb para pagamento do magistério. A secretaria alega que o percentual obrigatório é de 60%. A partir do acordo firmado com a categoria em 2011, ficou acertado que, em outubro, com a análise de receitas e despesas, seja destinado aos professores o recurso para melhoria do salário inicial de carreira e dos professores especialistas.

Distrito Federal
Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal estão em greve desde segunda-feira (12). Entre as reivindicações da categoria, estão a concessão de plano de saúde e reestruturação do plano de carreira. Segundo o sindicato, a greve afeta 649 escolas, onde estudam cerca de 550 mil alunos. Para o governo do Distrito Federal, a greve tem adesão de cerca de 30% da categoria. Uma nova assembleia da categoria está marcada para a próxima terça-feira (20). De acordo com o levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a remuneração média no DF – salário mais benefícios – de profissionais com nível médio é de R$ 3.121,95, o que faz dos professores do DF os mais bem pagos do país entre 14 capitais pesquisadas.

Espírito Santo
Não houve paralisação das aulas nesta quarta-feira, segundo a CNTE. A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) disse que vai reajustar, na folha de pagamentos deste mês, o salário dos professores que recebem menos que o novo piso, com pagamento retroativo a janeiro. O governo estadual afirmou ainda que, do total de 36 mil educadores, apenas 184 da ativa estão abaixo do piso nacional e serão beneficiados com a medida. Dos inativos, serão 5.794 os contemplados. A remuneração inicial para o restante da categoria varia de R$ 1.745,66 a R$ 3.130,14. Professores da rede municipal em Vitória fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira em frente à Prefeitura. Membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) disseram que atos públicos, assembleias e seminários ainda estão previstos na capital, além dos municípios de Serra, Vila Velha e Cariacica, até a próxima sexta-feira (16).

Goiás
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), 70% das escolas estaduais de todo o estado estão paradas desde o dia 6 de fevereiro. Para a paralisação nacional, a entidade recomendou que as escolas municipais também aderissem ao movimento. No entanto, ainda não há informações sobre a adesão. Já a Secretaria de Educação do Estado de Goiás (Seduc) informou em nota que apenas 85 de 1.095 escolas estão paradas, o que corresponderia a 8% do total. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, o piso salarial dos professores está sendo respeitado, e uma proposta de reajustá-lo em 22,22% está em votação na Câmara Municipal.

Maranhão
De acordo com a CNTE, não houve adesão na rede estadual de ensino do Maranhão, mas a greve atingiu as redes municipais do estado.

Mato Grosso
Trabalhadores das redes estadual e municipal de educação de Mato Grosso aderiram à mobilização nacional que pede melhorias na educação pública do país. As atividades nessas escolas devem ficar paralisadas até sexta-feira (16). Na capital do estado, cerca de 80 mil alunos devem ficar sem aulas neste período. A Secretaria de Educação de Mato Grosso afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o órgão respeita a paralisação dos professores, mas que não vai comentar o assunto.

Mato Grosso do Sul
Segundo estimativas da Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (Fetems), a paralisação tem adesão dos professores das escolas de 68 dos 79 municípios, o que representaria 90% da categoria, formada por 50 mil profissionais. O governo do estado informou que considera o movimento é legítimo e, conforme acertado na semana passada em reunião do governador André Puccinelli com membros da federação, será necessária a reposição das aulas.

Minas Gerais
A adesão foi parcial em Belo Horizonte e outras cidades do estado. As secretarias Municipal e Estadual de Educação informaram que pagam salários acima do piso nacional, e que estão acompanhando a paralisação. Apenas a Secretaria Municipal divulgou um balanço do movimento: das 186 escolas de Belo Horizonte, 169 têm funcionamento normal ou parcial e 17 estão paradas. Profissionais da rede municipal de ensino fizeram manifestação na manhã desta quarta-feira em frente à Secretaria de Educação. Eles reivindicam melhores condições de trabalho.

Pará
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que o novo piso salarial foi garantido à categoria em reunião realizada em 6 de março. Porém, de acordo com o governo, os professores aderiram à paralisação nesta quarta-feira em função da causa nacional. A Secretaria afirmou que o movimento não afeta as atividades nas escolas, mas que haverá reposição de aulas caso seja necessário. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Publica do Pará (Sintepp) informou que cerca de 50% dos professores estão paralisados. A rede possui 1.200 escolas e cerca de 100 mil trabalhadores.

Paraíba
Os professores de instituições de ensino estaduais, municipais e federais na Paraíba iniciaram a paralisação nesta quarta-feira (14) e devem seguir o movimento até sexta. De acordo com os dados Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), cerca de 450 mil alunos ficarão sem aulas durante os três dias de paralisação. O Sintep diz que o governo estadual não estaria cumprindo a Lei do Piso (R$ 1.451 para 40 horas semanais). Segundo o órgão, os professores recebem atualmente R$ 1.038.

A secretaria estadual da Educação diz que não há motivo para os professores paralisarem suas atividades, já que o valor do novo piso nacional da categoria já vem sendo respeitado. Isso porque, segundo o órgão, o governo concedeu aumento salarial em janeiro de 2012, o que elevou o valor para 20% superior ao estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Paraná
Cerca de 80% das escolas municipais de Curitiba estão paradas nesta quarta-feira (14), de acordo com o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). A prefeitura, no entanto, diz que apenas 90 das 182 escolas municipais foram afetadas.

Os professores da rede municipal de ensino da capital paranaense reivindicam reajuste salarial de 20%, melhoria nas condições de trabalho e implantação dos 33,33% de hora-atividade. Atualmente, o vencimento básico do docente da rede pública do município é de R$ 1.199,90 por 20 horas semanais e R$ 2.399,80 por 40 horas semanais.

A Prefeitura de Curitiba informou que o salário dos professores em Curitiba é um dos maiores do país e em abril, docentes e outros servidores terão reajuste de 10%. Os professores ainda devem ganhar uma gratificação. A Secretaria de Estado da Educação informou, em nota, que vem implementando ações de melhorias salariais para a valorização dos profissionais da educação. O governo diz que houve um acréscimo de 12,79% aos vencimentos dos salários dos professores no ano passado, e que os professores irão receber mais 26%, com base nos vencimentos de 2010.

Pernambuco
Nem todos os professores da rede pública de ensino de Pernambuco aderiram à paralisação que teve início nesta quarta-feira (14). Durante o expediente da manhã, boa parte dos alunos também compareceu às aulas. Algumas escolas municipais, como o Colégio Pedro Augusto, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife, aderiram ao movimento e suspenderam as aulas.

A prefeitura do Recife confirmou que algumas escolas aderiram, mas não tem ainda o balanço oficial. A orientação é que os alunos continuem indo para as escolas porque eles estão tentando garantir o funcionamento com estagiários e professores contratados, além dos diretores que, nesses caso, também têm que assumir as aulas. A assessoria da secretaria estadual da educação informou que não foi feito um levantamento para saber quantos professores faltaram. Segundo o secretário Anderson Gomes, o governo recomenda que os alunos compareçam às aulas porque nem todos os professores estão aderindo.

Piauí
Procurado pelo G1, o governo não soube informar qual foi a adesão ao movimento no estado no primeiro dia de paralisação nacional. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o governo deve confirmar o reajuste de 22,22%, porém não informou prazos.

Rio de Janeiro
Professores fizeram protesto na Cinelândia, mas nenhuma escola estadual ou municipal ficou sem aulas. Rio de Janeiro não tem sindicatos filiados à CNTE.

Rio Grande do Norte
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado afirmou que houve paralisação parcial, mas não soube informar o número de escolas sem aula nesta quarta-feira. O governo do estado anunciou que o aumento de 22,22% no salário dos professores será concedido neste mês de março.

Rio Grande do Sul
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Rio Grande do Sul disse que as 2.572 escolas da rede estadual de ensino, 27% paralisaram totalmente as atividades e 24% parcialmente, totalizando 51%, de acordo com levantamento da secretaria. Já o sindicato dos professores e trabalhadores em educação do estado (Cpers-Sindicato) estima que de 80% a 90% das escolas das redes estaduais e municipais aderiram ao protesto.

De acordo com o sindicato dos professores e trabalhadores em educação do estado (Cpers-Sindicato), somente em Porto Alegre são pelo menos 24 colégios com atividades suspensas por três dias. Em nota, a Secretaria da Educação orienta diretores a manterem escolas abertas, "respeitando a opção do professor e funcionário, garantindo tanto o direito à greve quanto o direito ao trabalho". O governador Tarso Genro afirmou que respeita a manifestação dos professores, mas que não conhece outra proposta melhor de reajuste como a do estado.

Rondônia
Os professores aderiram à paralisação na rede estadual. Em entrevista à rádio CBN, o secretário estadual de Educação, Júlio Olivar, disse que o governo propôs aumento de 40% a todas as gratificações dos servidores da educação; reajuste salarial de 6,5% a partir de abril; readequação do salário dos professores nível I (detentores de curso de nível médio) ao piso nacional de R$ 1.451,18 (aumento de 22,22%), com data retroativa a 1º de janeiro de 2012 e abono das faltas dos servidores no período da greve.

Roraima
A Secretaria de Educação de Roraima afirmou que apenas 29 das 360 escolas do estado aderiram à paralisação. Na capital, das 60 escolas da rede, 17 aderiram totalmente à suspensão das aulas, 10 aderiram ao protesto apenas parcialmente, 32 funcionaram normalmente nesta quarta-feira e uma está fechada para reforma. No interior de Roraima, apenas duas das 300 escolas aderiram parcialmente à paralisação. A secretaria afirmou que o governo estadual paga R$ 1.399,64 para professores de nível médio com magistério para uma jornada de 25 horas semanais, mais uma gratificação de incentivo ao docente no valor de R$ 669,68. Professores com diploma de licenciatura plena, especialização, mestrado e doutorado recebem piso salarial mais alto, de R$ 1.860,00, R$ 2.603,98, R$ 3.385,18 e R$ 4.400,01, respectivamente, além da mesma gratificação.

Santa Catarina
Os professores de Santa Catarina decidiram concentrar a mobilização apenas em um dos três dias. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do estado (Sintec-SC), as escolas estaduais terão as aulas suspensas na quinta-feira (15), e uma assembleia estadual será realizada às 14h em Florianópolis para discutir várias propostas, inclusive a de uma greve por tempo indeterminado. Em seu site oficial, a Secretaria Estadual de Educação divulgou nota afirmando que os dias 14, 15 e 16 são letivos e que as discussões dos professores sobre "questões corporativas" devem ser feitas "em dias, horários e locais que não tragam prejuízos aos alunos, pais e à sociedade".

São Paulo
Na rede pública estadual paulista, cerca de um terço dos professores da rede pública paulista aderiu ao movimento nacional, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Em nota, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que as escolas "funcionaram normalmente" no período. Segundo o governo, dados parciais indicaram que o número de professores ausentes foi de 5%, o equivalente à média diária de faltas nas cerca de 5.500 escolas da rede.

Ainda segundo o governo, o salário-base do professor na rede estadual é de R$ 1.894,12 para a jornada de 40 horas semanais.

Na capital, os professores da rede municipal aderiram parcialmente à greve durante a manhã. À tarde, cerca de 3.500 profissionais de educação, segundo dados do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), paralisaram as aulas para participar de um ato seguido de assembleia no Centro da cidade. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação disse que só teria um balanço sobre o número de escolas afetadas no fim da tarde desta quarta-feira, mas afirmou que não sabia se divulgaria os dados.

Sergipe
Os professores de escolas públicas municipais e estaduais de Sergipe pararam as atividades nesta quarta e vão manter a greve até sexta-feira. A Secretaria Municipal da Educação (Semed) disse que nenhum dos 1.683 professores do município recebe salário inferior ao piso nacional. Segundo a assessoria de comunicação da Secretária de Estado da Educação, o governo respeita a paralisação dos professores, mas afirma que, além de prejudicar os alunos, o estado de Sergipe já paga o piso nacional dos professores. O governo informou ainda que vai exigir a reposição dos dias de aulas perdidos, para que os alunos não tenham prejuízos.

Tocantins
De acordo com o Sindicado dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), cerca de 30% das 139 cidades suspenderam as aulas nas escolas estaduais nesta quarta-feira. O Sintet disse esperar que a adesão suba para 50% na quinta-feira e chegue a 100% na sexta. A entidade afirmou que a rede estadual tem cerca de 14 mil professores, sendo que 2.800 deles atuam na capital, Palmas, e estavam paralisados. Além dos professores, cerca de 3.200 educadores também pararam em Palmas nesta quarta. O Tocantins tem cerca de 220 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino. A Secretaria de Educação não respondeu ao questionamento via e-mail do G1 sobre o número de escolas com aulas suspensas.